Gente, a partir daqui começa o chamado "Ciclo de Inanna". O primeiro texto que irei postar fala de algo que aconteceu no início dos tempos. E se chama a Árvore de Huluppu, que é a Árvore da Vida, ou Árvore da Lua sumerio-babilônica. No texto Inanna planta sua árvore no seu Jardim Sagrado e no fim, da madeira da árvore (que poderia ter sido uma tamareira, não há especificações de qual espécie o era), foi feito sua Mobília Sagrada, um Trono e uma Cama. O Trono relacionado ao reino e Cama relacionada ao Casamento Sagrado. Assuntos que serão postados nas próximas oportunidades. Então, vamos ao mito? Sejam todos abençoados por Ashnan!
Nos primeiros dias, nos primeiros dias,
Nas primeiras noites, nas primeiras noites,
Nos primeiros anos, nos primeiros anos
Nos primeiros dias, quando tudo o que era necessário foi trazido à existência
Nos primeiros dias, quando tudo o que era necessário foi alimentado como devia
Quando o pão foi cozido nos templos desta terra
Quando o pão foi provado [por todos] nos lares desta terra
Quando o Firmamento se separou da Terra
E a Terra foi separada do Firmamento
E o nome do homem foi fixado
Quando o deus do Firmamento, Anu, carregou consigo os céus
E o deus do Ar, Enlil, carregou consigo a Terra,
Quando à Rainha das Grandes Profundezas,
Ereshkigal, foi dado o Mundo Subterrâneo
para seu reino
Ele zarpou: o Pai zarpou
Enki, o deus da Mágica, das Artes e da Sabedoria, zarpou para o Mundo Subterrâneo.
Pequenas lufadas de vento foram lançadas sobre ele
Grandes chuvas de granizo foram jogadas contra ele
Avançando velozes feito tartarugas gigantes
Elas se lançaram contra a quilha do barco de Enki.
As águas do mar devoraram a proa do barco de Enki como lobos [ferozes]
As águas do mar jogaram-se contra o barco de Enki como leões [famintos]
Naquela época, uma árvore, uma árvore única, a Árvore de Hulupu,
Foi plantada às margens do Eufrates.
A árvore foi nutrida pelas águas do Eufrates.
Um dia, porém, o Vento Sul soprou e começou a levantar as raízes da
árvore de huluppu,
E arrancar seus galhos
Até que as águas do Eufrates carregaram consigo a grande árvore.
Uma jovem, que caminhava pelas margens do rio
Arrancou a árvore de onde estava [à deriva] e disse:
- Vou levar esta árvore até a minha cidade, Uruk.
- Vou plantar esta árvore no meu jardim sagrado.
Inana cuidou da árvore com suas próprias mâos.
Ela assentou a terra ao redor da árvore com seu pé.
Ela começou a imaginar:
- Quanto tempo vai passar até que eu tenha um trono de luz para sentar?
- Quanto tempo vai passar até que eu tenha um leito de luz para me deitar?
Os anos se passaram; cinco anos, então dez anos.
Os anos passaram, cinco anos, então dez anos
A árvore cresceu em espessura
Mas sua casca não se partiu
A serpente, que não podia ser enganada por encantamentos ou artes
Fez seu ninho nas raízes da árvore de hulupu
O pássaro Anzu e seus filhotes fizeram um ninho nos galhos da árvore
E a traiçoeira donzela Lilith fez do tronco da árovore de Hulupu o seu lar.
.A jovem que adorava rir, chorou
Como Inana chorou!
Mas mesmo assim nem a serpente, o pássaro Anzu ou Lilith deixaram a árvore sagrada.
Um dia, porém, quando um pássaro começou a cantar anunciando a chegada do alvorecer,
O Deus Sol, Utu, deixou seus aposentos reais,
Inana então chamou por seu irmão Utu, e lhe disse:
- Utu, nos primeiros tempos, quando foram decretados os destinos
Quando nada faltava a esta terra
Quando o Deus do Firmamento levou consigo os céus
E o Deus do Ar levou consigo a Terra,
Quando Ereshkigal escolheu o Mundo Subterrâneo para seu reino,
Quando Enki, o Deus das Artes, da Mágica e da Sabedoria,
zarpou para as Grandes Profundezas,
E o Mundo Subterrâneo ergueu-se para atacá-lo,
Naquele tempo, uma árvore, uma árvore única, a Árvore de Hulupu,
Foi plantada às margens do Eufrates.
O Vento Sul empurrou as raízes da árvore sagrada, quebrou seus galhos,
Até que as águas do Eufrates carregaram a Árvore de Hulupu.
Então, eu tirei a árvore sagrada das águas do rio,
Levando-a para o meu jardim, em Uruk.
Lá, eu mesma cuidei da Árvore de Hulupu,
Enquanto esperava pelo meu trono e leito de luz.
Então uma serpente, que não podia ser enganada por encantamentos ou artes,
Fez seu ninho nas raízes da árvore de Hulupu.
O pássaro Anzu fez para si e seus filhotes um ninho nos galhos da árvore sagrada,
E Lilith, a donzela rebelde e morena, fez do tronco da árvore de Hulupu o seu lar.
Vendo todos eles tomarem conta da minha árvore,
Eu chorei, ah, como eu chorei!
Mas mesmo assim nenhum deles deixou a minha árvore.
Utu, o valente guerreiro, Utu o deus Sol,
Não se prontificou a ajudar Inana.
[e ela chorou ainda mais, mas não desistiu]
Quando os pássaros começaram a cantar, anunciando a chegada do alvorecer do outro dia,
Inana chamou seu irmão Gilgamesh, dizendo:
- Ah, Gilgamesh, nos primeiros tempos, quando foram decretados os destinos
Quando nada faltava a esta terra
Quando o Deus do Firmamento levou consigo os céus
E o Deus do Ar levou consigo a Terra,
Quando Ereshkigal escolheu o Mundo Subterrâneo para seu reino,
Quando Enki, o Deus das Artes, da Mágica e da Sabedoria,
zarpou para as Grandes Profundezas,
E o Mundo Subterrâneo ergueu-se para atacá-lo,
Naquele tempo, uma árvore, uma árvore única, a Árvore de Hulupu,
Foi plantada às margens do Eufrates.
O Vento Sul empurrou as raízes da árvore sagrada, quebrou seus galhos,
Até que as águas do Eufrates carregaram a Árvore de Hulupu.
Então, eu tirei a árvore sagrada das águas do rio,
Levando-a para o meu jardim, em Uruk.
Lá, eu mesma cuidei da Árvore de Hulupu,
Enquanto esperava pelo meu trono e leito de luz.
Então uma serpente, que não podia ser enganada por encantamentos ou artes,
Fez seu ninho nas raízes da árvore de Hulupu.
O pássaro Anzu fez para si e seus filhotes um ninho nos galhos da árvore sagrada,
E Lilith, a donzela morena e rebelde, fez do tronco da árvore de Hulupu o seu lar.
[Vendo todos eles tomarem conta da minha árvore,]
Eu chorei, ah, como eu chorei!
Mas mesmo assim nenhum deles deixou a minha árvore.
Gilgamesh, o valente guerreiro, Gilgamesh,
O herói de Uruk, prontificou-se para ajudar Inana.
Gilgamesh ajustou sua forte armadura no peito
A pesada armadura tinha peso de penas para o grande herói
Ele levantou pesado machado de bronze, o machado {que abre caminhos],
E colocou-o no ombro.
[Assim preparado,] Gilgamesh entrou no jardim sagrado de Inana.
Gilgamesh bateu na serpente que não podia ser encantada.
O pássaro Anzu voou com sua ninhada para as montanhas,
E Lilith destruiu sua casa e fugiu para um local selvagem e desabitado.
Gilgamesh então afrouxou as raízes da árvore de Hulupu,
E os filhos da cidade, que o acompanharam, cortaram os galhos da árvore sagrada.
Do tronco da árvore, ele esculpiu um trono para sua divina irmã,
Do tronco da árvore, Gilgamesh esculpiu um leito para Inana.
Das raízes da árvore ela fez um bastão para seu irmão,
Dos galhos, a coroa da árvore de Hulupu, Inana fez um tambor para Gilgamesh
O herói de Uruk
Fonte: Babilônia Brasil
domingo, 22 de janeiro de 2012
Louvor a Inanna por Enheduana
Majestosa rainha do eu assombrado, envolta em medo,
Que cavalga o grande eu, Inanna, Vós que aperfeiçoastes a arma a-ankara,
Que estais coberta com o seu sangue,
Que rondais tempestuosamente as grandes batalhas,
Que pisais os escudos,
Que provocais a chuva-enchente,
Grande rainha Inanna experiente em planear o ataque, Destruidora de kur,
Que disparastes do Vosso braço a flecha para longe,
Que firmastes o Vosso braço sobre as montanhas,
Como um leão Vós rugistes no céu e na terra, despedaçastes a carne das pessoas,
Como um grande touro selvagem anseias a batalha contra as terras inimigas,
Como um leão assombroso aniquilastes com o Vosso veneno os hostis e desobedientes.
Minha rainha, quando Vos tornais imensa como o céu, Donzela Inanna,
Quando Vos tornais tão vasta quanto a terra,
Quando Vos ergueis como o Rei Utu, abrindo bem os braços,
Quando estais no céu, envolta em assombroso medo,
Quando na terra estais envolta em luz brilhante e fixa,
Quando viajando sobre as montanhas avançais como uma rede azul de lápis lazuli,
Quando banhais as terras frutuosas, as terras puras,
Quando gerais as terras brilhantes, as terras puras,
Quando Vos sentais como um verdadeiro amo, como um bom amo,
Quando nas suas batalhas Vós ergueis bem alto as suas cabeças como uma arma devastadora,
Então as pessoas de cabelo negro rompem em cânticos,
Todas as terras murmuram docemente o seu cântico ilulamma,
Rainha das batalhas, Grande Filha da Lua, Donzela Inanna, quero-Vos louvar como Vos é devido.
O Grande Encontro, a Semente foi plantada
Bençãos de Inanna e Nana
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Para Refletir...
Na década de 1930, Gerald Gardner foi iniciado em New Forest, na Inglaterra, por um Coven Tradicional de Bruxos. Na década de 50, ele fundou a Tradição Gardneriana com a ajuda de pessoas como Doreen Valiente, sua primeira Alta Sacerdotisa. "Indo a público" e promovendo a arte das Bruxas, Gardner e Valiente deram uma grande contribuição para o surgimento das práticas usadas até hoje. Entre outras pessoas que contribuiram para confeccionar a concha de retalhos wiccaniana foram: Starhwak, Scott Cunnighan, Raymond Buckland, Rae Beth, Janet Farrar e Stewart Farrar e tantas outras. E qual seria a razão disso tudo? É simples: as pessoas pensam de maneiras diferentes, mesmo porque, todas elas vieram do seio gardneriano. Houve um impacto de idéias. Isso é natural em qualquer religião, somos pessoas diferentes, idéias diferentes, apesar de estarmos sobre uma mesma insígnia: Wicca. Como proceder nesta situação? É simples: RESPEITO! É isso mesmo! O que eu não vejo na maioria dos casos. O que vejo são pessoas querendo impor práticas. Dizem "Wicca é assim e assim", em de "em minha tradição de Wicca se faz assim e assim". Claro que existem regras comuns a TODAS as tradições wiccanianas, senão não seria Wicca a prática deles. Porém existem algo peculiar em cada uma delas, senão elas não seriam chamadas de Tradição X ou Tradição Y.´
Ás vezes eu vejo pessoas fazendo piadas sobre práticas de outras pessoas que não fazem parte de suas tradições e eu acho isso uma coisa HORRIVELMENTE ABSURDA!! Por favor, gente, somos muito pouco e existir preconceito entre nós é algo realmente que não pode existir! Não existem práticas "erradas", existem diversas maneiras para fazer a mesma coisa.
~Bençãos de Morrighan, a Grande Rainha
terça-feira, 9 de agosto de 2011
O Sacerdócio dos Antigos
O sacerdócio dos Deuses é algo sumamente importante. Um verdadeiro sacerdote não é aquele que é somente líder e guia das pessoas, ele ou ela é um intermediário entre si e os Deuses Antigos. Claro, ele ou ela irá liderar, guiar, orientar, aconselhar, ouvir e falar, porém o imprescindível nele(a) é sua devoção a Divindade, aos Deuses. Mas como isso pode ser feito?
Ora, a primeira coisa a ser feito é saber se você realmente escutou o “Chamado”. Sim, o sacerdócio é um Chamado da Divindade. Isso acontece quando a Divindade te coloca em frente de ensinamentos que o guiam ao encontro Dela. Depois que você tiver certeza do “Chamado”, há a “Vocação”. A Vocação é sentir o profundo desejo de honrar e servir aos Deuses e as pessoas. Você sente essa vocação? Você coloca a vontade dos Deuses acima de seus anseios pessoais? Então, você escutou o Chamado, e agora tem certeza da Vocação, agora vem o Pacto, ou seja, o Juramento, a Iniciação, a Ordenação. Você já iniciou seu treinamento e agora está pronto para fazer sua Iniciação.
A função sacerdotal requer uma profunda devoção e conhecimento dos mistérios da Divindade escolhida. Quando uma Divindade te chama atenção, quando você sente de todo coração a vontade de servi-la, de estudar seus mito e ritos, de fazer preces a Ela, então essa deve ser a Divindade que “chamou” você. Porém, há pessoas que podem ser chamadas por várias Divindades, outras pessoas somente por uma por toda a vida. Só você é capaz de saber como isso acontece com sigo mesmo. É algo muito pessoal. Por exemplo, eu dedico minha vida a Deusa Mãe, porém eu nunca dei um “nome único” a Ela. Na realidade, eu A cultuo pelos Antigos Nomes Dela. Inana, Ishtar, Ártemis, Astarte, Asherah, Ceridwen e tantos outros. Mas eu nunca fui chamado por uma única Deusa. Mas fui chamado pela essência feminina que vibra nos arquétipos de cada Deusa. Eu acredito que a Grande Deusa cujos aspectos Virgem/Mãe/Noiva (Anciã) foi adorada por vários nomes e por várias formas. E suas histórias e ritos foram deturpadas a medida que o patriarcado foi ganhando força. Muitas das formas da Deusa como “filha” ou “esposa” eram simplesmente formas de submissão Dela em culturas patriarcais a Deuses masculinos que eram considerados em tempos passados de pouco importância.
Eu cultuo sim Deuses masculinos, mas dou a Eles menos importância cosmogonica do que a Grande Mãe. Eu os considero Filhos e Amantes da Deusa (a Deusa dá a luz a seu Filho e Amante). Assim como Átis é Filho/Amante de Cibele; Dioniso é Filho/Amante de Sêmele (o nome Sêmele significa “Mãe-Terra”); Adônis é Filho/Amante de Afrodite; Tammuz é Filho/Amante de Ishtar; Dumuzi é Filho/Amante de Inana; Shiva é Filho/Amante de Parvati; Dianius é Filho/Amante de Diana e tantos outros exemplos em todas as culturas da humanidade onde o mesmo tema arquetípico acontece.
A Bruxaria em si é um caminho lunar, ou seja, um caminho da Deusa (isso não exclui o Deus de seus méritos). Isso só mostra a importância da Grande Mãe a aquelas culturas antigas, pois nós sabemos que Ela foi a primeira Divindade adorada pelo homem pré-histórico. E somente depois surgiu conceitos de Divindades masculinas.
Assim, dedido meus estudos nos cultos das Antigas Deusas em todas as culturas e a Deuses associados a Elas. Em algumas há (como as que eu já citei anteriormente), outras não (como por exemplo a Nammu sumeriana – Mãe única Criadora; ou a Gaia que criou seu consorte Urano; ou a Nut egípcia que criou a Geb).
Descubra por qual panteão ou panteões você se sente mais confortável, ou se é como eu, pan-eclético. Descubra como exercer seu sacerdócio aos Deuses Antigos na Terra e seja principalmente feliz!
Bençãos de Nammu a todos!!
A Deusa e o Deus
Muito se fala que a Deusa representa o Elemento Feminino da Natureza, enquanto que o Deus representa o Elemento Masculino. Porém, na minha visão a Deusa representa a Unidade do Universo. Ela é o Todo. A Unidade. Ela contém em si os elementos femininos e masculinos. Em sociedades matrifocais, apesar da importancia da mulher, os homens ñ eram tratados como escravos e/ou muito menos como marginais. Um homem que respeita e honra a mulher é tratado da mesma maneira por ela. Eles eram parceiros das mulheres, andavam lado a lado.
A Deusa é o Útero Feminino como também é o Falo Masculino. Em muitas dessas culturas a mesma Deusa que regia o Universo era retrada como Masculina, a Deusa era Andrógina (aspecto muitas vezes deixado de lado na Wicca, mas em culturas antigas foi muito bem representado). Festivais somente para mulheres e festivais somente para homens foram consequencia do início do patriarcado onde o sexismo começou a imperar.
A Criança Divina/Deus Sacrificado era um dos Mistérios da Deusa Andrógina Lunar, cujo Filho/Consorte, morria e renascia representado a vegetação. Isso significa que a Mãe Lua também era uma Deusa da Terra e regia a fertilidade do solo, sendo Mãe da Vegetação (do Deus, que representava um dos seus aspectos), muitas são as representações asiáticas e européias da Mãe e do Filho, como diz Z. Budapest "há somente dois tipos de pessoas no mundo: as mães e suas crianças".
~Bençãos da Senhora das Serpentes
Inanna, a Rainha dos Céus
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| Inanna/Ishtar |
Inana, também chamada de Inanna, Inini, Ininni, Irnini, Ishtar, Astarte, Ashtarte, Ashtarot, e tantos outros nomes eram uma Deusa inicialmente sumeriana e depois foi adotada por todo o Oriente Médio. Da sua cidade natal de Uruk, na Suméria, seu culto migrou para a Acádia e Babilônia. Uma das tradições diz que Ela era filha de Nana, Deus da Lua e de Ningal, Senhora dos Oráculos e da Inspiração, irmã gêmea de Utu, Deus do sol. Seu templo principal era o Eanna "Casa do Céu" (onde seu consorte era An, Deus do Firmamento) na cidade de Uruk.
Inana simbolizava a fertilidade do solo, apartir do seu conceito como "Deusa da Chuva". Como Rainha dos Céus, condizia as estrelas e a Lua, era a própria Lua que em alguns mitos era seu pai, seu filho ou seu consorte.
Deusa do Amor, suas sacerdotisas eram as chamadas "Virgens Sagradas", ou seja, celebravam o "Casamento Sagrado", a união sexual que celebravam a fertilidade da Terra e a dádiva da Deusa: o sexo. Era uma Deusa dos Instintos, Senhora das Feras, cujo prinicipal animal era o Leão.
Governante, A mais Amada, Senhora da Legitimidade do Trono, o Rei somente era Rei se "casasse" com Ela.
Em um dos seus mitos Enki, o Deus das águas e da Magia a concedeu os "Me", que eram as medidas sagradas contendo toda a sabedoria do Universo.
Em outro mito, Inana desce ao Submundo, passando pelos sete portais e chega nua a Mansão dos Mortos frente a sua Rainha: Ereshkigal. Lá, Ereshkigal, que no mito é sua irmã, a mata e o Universo chora pela morte de Inana. O desejo de procriação é banido da Terra quando da sua morte, assim, Enki, seu tio, a ajuda a ser resgatada. Por tradição, Inana teria que deixar alguém em seu lugar no Submundo. Quando Ela chega no Mundo Físico, encontra seu Amante Dumuzi reinante em seu lugar e trono o que ocasiona a sua cólera e sua escolha por ele para ficar em seu lugar no Reino Inferior.
Em outros mitos, Ela é Amante do rei Sargão, criando junto a ele uma nova civilização: Acádia. Deusa da Guerra e da Destruição, Ela ajuda em pessoa as tropas de Sargão na conquista de novos reinos.
Inana, é uma Deusa Lunar, é Tríplice como a própria Lua. É a Donzela, Deusa da fecundade do solo, a "Sempre Fértil", a "Sempre Verde" (chamada de Urikittu). É a Mãe, a "Sempre Grávida", Senhora da vegetação, Mãe e Amante do Deus Dumuzi que representa o rei/pastor da Terra. É a Anciã, a Rainha do Submundo (a conquista do Submundo foi a razão da sua descida a ele), a Senhora da Guerra e da Destruição, a Esterilidade.
Ela pode ser invocada para praticamente tudo, é o instinto da alma humana. É a Grande Deusa do Amor e da Guerra.
Bençãos Dela, que é Coroada Com as Estrelas
~Enheduann
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